Estudo elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Américana (Ritla), em conjunto com o Ministério da Educação e o Instituto Sangari, afirma que o atual quadro de disparidades regionais e sociais do acesso à Internet no Brasil pode se agravar no futuro se o Estado não intervir para diminuí-las. Os mais de 100 programas brasileiros de promoção à inclusão digital seriam insuficientes para superar tão amplas igualdades. E detalhe: todos estes programas são governamentais. Recentemente, foram anunciados investimentos de 400 milhões de dólares até 2010 para levar laboratórios de informática à 130 mil escolas públicas. E tanto esforço não é a toa. Nos estados mais pobres, como Alagoas, apenas um percentual de 0,5% da população negra tem acesso à Web, enquanto 77% dos brancos do Distrito Federal acessa a Internet. É o espaço virtual reproduzindo as desigualdades do país.